Arnaldo Almeida « Mundo Novo – Bahia

"...uma poesia nas quebradas do sertão..."
(Wilson Aragão)

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Arnaldo Almeida



Por Neuma Dantas

O poeta mundonovense nasceu em 11 de dezembro de 1914, filho de Enedina e Dionísio Almeida, era o mais velho de muitos filhos. Bem humorado e de fácil conversa, o curioso autodidata sempre apreciou a leitura; lia desde poesia a História das Civilizações.

Arnaldo fazia repentes e recitava suas próprias poesias e as do ídolo Castro Alves, às vezes nos bancos da praça de Mundo Novo e em casa com a família. Escreve, mas não mostra seus inúmeros poemas, nunca quis publicá-los.

Poeta mundonovense, conhecido como “Seu Arnaldo da Estatística”, assim chamado por ter exercido a função de auxiliar da Estatística, enquanto autarquia, depois, passou a agente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aposentou-se como funcionário público estadual

Trabalhou em Santo Amaro da Purificação, onde nasceu três dos seus sete filhos com D.Lucy. Passou por Lage e Caldas de Cipó, depois voltou para a terra natal. Aos 91 anos ainda dirigia seu fusquinha prateado pelas ladeiras da cidade.

Arnaldo de Almeida faleceu em 21 de dezembro de 2006 em Mundo Novo. A estatística conta com mais um poeta. Deixou-nos um legado de talento, alegria e amizade pelos filhos da terra.
Mundo Novo

Venho de outras terras ver-te mais de perto,
Como se houvesse vindo de um deserto
À procura de um oásis para a vida.
Venho d’outras plagas d’outros horizontes
Sorver a existência dessas fontes,
Que dão ao forasteiro mais guarida.

Venho de outro mundo, como se em meu mundo,
O meu espírito fosse um vagabundo
À procura de um lar, de um bom abrigo,
Trazendo apenas meu estoicismo
Venci os desenganos, ceticismos,
E aqui por sorte só encontrei amigos.

Mas muitas vezes vê-se que o destino,
Se constituiu de súbito um assassino
Frio e feroz de uma felicidade,
E tudo que o espírito projetou
Tudo o que quiz e que arquitetou,
Cai na amargura da obscuridade.

Resta-me apenas, sou filho de Deus.
Pedir desculpas aos amigos meus
Rogando ainda o sideral perdão,
Daquela que do alto da Matriz
Te faz oh Mundo Novo, tão feliz,
A Virgem santa mãe da Conceição.
Ocaso

É a tarde no poente
Por detrás das cordilheiras
Onde as ninfas prazenteiras,
Sorriem constantemente.
O sol desce lentamente
Entre outros luminares
Habitantes milenares
Das amplidões celestinas,
Deixando pelas colinas
Fantasmas crepusculares.



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