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	<title>Mundo Novo - Bahia &#187; Artigos</title>
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	<description>Mundo Novo - Bahia</description>
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		<title>Um Carnaval que ressurge das cinzas</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 22:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não se esqueça, depende de nós o brilho ou a opacidade do ambiente em que vivemos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por Neuma Dantas &#8211; Jornalista</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Entidade incendiada, o carnaval de Mundo Novo começa a ressurgir aos poucos, porém com a força de um deus mitológico.  Assim queremos nós, assim vamos lutar para promover as condições de renascimento da festa. Desejamos, sim, muitos de nós, mas não pense que é fácil. É preciso criar consciência de comunidade, é necessário relembrar que nosso lugar escolhido para viver é o retrato das nossas ações, de como a tratamos, da forma que acompanhamos sua administração, e, sobretudo, de como contribuímos para seu bem comum.</p>
<p style="text-align: justify;">No intento de continuar a revitalização da folia momesca, foi criada uma comissão para melhor organizar o evento e distribuir tarefas. Na prática, o esforço foi concentrado nos ombros de Janete Guimarães e Lucas Parente. Creiam, para concretizar uma festa dessa natureza, há de trabalhar muitas mãos, mentes e vontades com a mesma disposição de usufruí-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que o Estado é o promotor maior do bem estar geral, os representantes escolhidos são os primeiros responsáveis pelas políticas de saúde, moradia, educação, segurança, lazer etc. Entretanto, assim como cabe à população fiscalizar os governos constituídos, nada impede, enquanto sociedade civil, de se produzir meios para melhoria da comunidade. Ou seja, quanto maior a participação popular, menor a dependência do poder público. Tal iniciativa, diga-se, não isenta os deveres públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser festivo é uma característica dos mundo-novenses, o Carnaval faz parte da nossa história, por que então não investimos energia para revivê-lo com toda sua alegria e irreverência? A cidade tem carências de lazer como muitas pequenas cidades, se queremos nos divertir vamos nos mover para que isso aconteça, portanto, a avaliação do carnaval de Mundo Novo deve ser feita comparando o nível de envolvimento da população. Oportunamente, convidamos filhos e amigos da terra a acreditar no seu poder político de movimentar socialmente a cidade, de trabalhar para vivermos finais de semana mais alegres, de organizar festas, de comparecer aos salões de dança, de fazer e não só esperar acontecer. Trata-se de um comportamento cívico que resultará em benefício para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos ao comércio que o patrocínio ou a publicidade traz retorno substantivo às empresas. Aos habitantes também esclarecemos que contribuições podem ser feitas não só em dinheiro, mas em comparecimento às reuniões emitindo sugestões, receber visitantes, ajudar na decoração, em recolher recursos, propagar o evento, enfim, a participação ou apatia do povo vai classificar a festa como boa ou ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, pelo intenso empenho de seis/ sete pessoas, somado ao modesto auxilio da Prefeitura, a contribuição da maioria dos vereadores, de parte do comércio, de ilustres personalidades sensibilizadas com a proposta e da presença do povo, consideramos que o carnaval foi muito bom. Não se esqueça, depende de nós o brilho ou a opacidade do ambiente em que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos criar nova mentalidade, sentir orgulho de pertencer e amar essa terra.</p>
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		<title>A serviço da Terra Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 00:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas, há muitas maneiras de se prestar serviços à coletividade. A crítica, desde que sincera á uma delas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por Dante Lima,</p>
<p>Certa ocasião, eu morava ainda em Salvador, quando me encontrei com um prefeito de Mundo Novo que me admoestou: “Você precisa ir prá Mundo Novo, vá para a sua terra, ela está precisando de seus conhecimentos. Vá para lá, candidate-se a vereador ou a prefeito e passe a trabalhar por sua terra. Ou você é daqueles que preferem ficar ‘por fora’, criticando?”</p>
<p>De maneira mais discreta, pois sem destinatário declarado, já ouvi, depois disso, outras críticas no mesmo sentido. É que, para muitas pessoas, a única maneira de servir à coletividade é através do processo eleitoral. Além do mais, a crítica lhes é bastante penosa e preocupante, ainda que honesta.</p>
<p>Mas, há muitas maneiras de se prestar serviços à coletividade. A crítica, desde que sincera á uma delas. Vocês assistiram às últimas sessões de nossa Câmara de Vereadores? Notaram a diferença de comportamento, o decoro? Isso não foi consequência das críticas maciças que lhe fez o eleitorado? Então a crítica é uma das maneiras de servir-se à terra natal.</p>
<p>Também, em Mundo Novo, temos dentre outros, dois exemplos clássicos de que se pode trabalhar e muito pela coletividade sem necessidade de submeter-se à ‘via crucis’ da corrida eleitoral. Vários prefeitos lutaram para levar um hotel para Mundo Novo. Não conseguiram. Pois bem, um cidadão modesto, com recursos próprios, sem nunca ter sido vereador ou prefeito, nos deu um belíssimo prédio hoteleiro nos livrando das desconfortáveis pensões então existentes. Querem outro exemplo? Outro cidadão mundo-novense, calejando as próprias mãos capinando o Monte da Santa Cruz, o transformou numa belíssima atração turística da cidade. Também ele, debaixo de um sol inclemente, usou dos mesmos recursos para nos doar a Praça do Descobrimento, fixando ali o marco zero, numa tocante homenagem a nosso descobridor e a seus descendentes, perpetuando assim a História de Mundo Novo. Está ele agora, também, lutando pela restauração do Cine Teatro Oliveira Brito que as autoridades deixaram que estranhos o destruíssem.</p>
<p>Portando, vamos parar com essa história de censurar os que criticam os políticos de Mundo Novo. Aliás, em mais de uma enquete nacional, ficou comprovado que a classe política é a mais desgastada do Brasil, o que leva muitos justos a pagarem pelos pecadores.</p>
<p>Então, vamos ser mais humildes e admitir nossos erros. Vamos aceitar as críticas honesta, feitas de boa-fé, vamos redirecionar nosso comportamento e nossa TERRA estará bem servida.</p>
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		<title>Mundo Novo: Problemas e devires</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 13:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegou a hora de pararmos para pensar, o novo não está na “gente nova”, “gente jovem”, o novo está na nossa criação do novo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por Gustavo Chaves,</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Existem em Mundo Novo dois problemas fundamentais (e aqui vocês devem perdoar a introdução dura, sem malabarismos estéticos, a situação não está para isso) quando nos referimos à forma institucionalizada de se fazer política, através da prefeitura e câmara de vereadores, detalharemos-nos abaixo.</p>
<p>A atitude dos vereadores  em suas ofensas recíprocas é lastimável, e quando nos referimos ao termo “recíprocas” deixamos claro que vem dos dois lados e não de um só como querem fazer crer faixas pseudo-populares apregadas na praça central. Devemos esclarecer que todos os lados na contenda são machistas, e o são por que somos todos, ainda mais numa cidade pequena, então deixe claro: Na discussão são machistas tanto os homens quanto as mulheres.</p>
<p>O presente artigo não pretende nada ensinar acerca do feminisno, não é o objeto de análise, nem temos competência para isso. O que queremos deixar claro é que os dois lados se ofendem a todo momento, sejam quais forem as ofensas proferidas, ambos estão viciados no equivocado revanchismo que nos permeia, nos rebaixa e empobrece qualquer debate.</p>
<p>O segundo problema está na reação da população, que participa como fantoches dessas mesquinharias pessoais que se avolumam em nossa câmara de vereadores, mas nesse ponto talvez seja apenas uma manifestação daquela sociedade do espetáculo, na qual estamos imersos segundo o filósofo francês Guy Debord. Outra deveria ter sido a postura da população desde quando começaram os ataques.</p>
<p>Fazendo a leitura dos acontecimentos a partir d’alguma ciência política clássica, é preciso lembrar que os que estão na câmara de vereadores são PARES, um tão diplomado quanto outro, um tão representante de uma aspiração popular quanto outro, e portanto por nenhum motivo um pode se posicionar em postura superior a qualquer outro, tampouco um pode usar “xingamentos” de qualquer espécie contra outro.</p>
<p>Há evidente má-vontade de ambas as partes (oposição e situação) em manter um debate sério  -  se ofendendo apenas em termos de idéias e aspirações – e por continuidade manter um nível razoável de amizade, não das intimas, mas daquela que permita o diálogo interno e não a guerra tranformando opiniões divergentes em uma crescente onda de inimizade.</p>
<p>Isso tudo ainda está no plano do segundo problema, pois curiosamente a reação infantil e tola da população no dia em que houve um confusão generalizada na câmara de vereadores, é apenas um reflexo (e não deveria ser) da forma como a política tem sido conduzida. Agora a população deve ter a maturidade de repudiar tais atos e, estando de qualquer lado, reconhecer que temos a pior legislatura dos últimos 16 anos (pois a memória só nos permite regredir até aí) ou talvez dada a experiência de uma outra opinião, talvez tenhamos a pior câmara de vereadores dos últimos 50 anos.</p>
<p>Por outro lado precisamos nos culpar, sim temos culpa e a culpa NÃO está no voto. Toda análise negativa que fazemos da política institucional traz também consequências negativas para o próprio analista, pois nada propõe, só descredencia.</p>
<p>Se é verdade, como se tem dito que estamos  “no fundo do poço” ou “em cinzas” e se é verdade, como disse Gildásio Alves, que estamos prestes a renascer:  temos de buscar uma nova construção e não nos referimos à reconstrução político-institucional, mas uma construção menor, daquelas que começam numa conversa, seguem em um artigo e têm a potência transformadora  de que nos disse, nos idos do século XIX, o francês Gabriel Tarde.</p>
<p>O grande problema da maior parte das críticas que vimos é que são saudosistas, falam de um tempo que NUNCA tivemos, se um dia tivemos grande prestígio na agropecuária foi ao custo de milhares de trabalhadores que se escravizavam por um parco salário pago pelos coronéis que controlovam a região. Se outro dia tivemos uma câmara de vereadores mais educada e com mais compostura, ainda assim nada faziam senão pelos seus interesses, qualquer educação era fruto da sua educação burguesa, o que devemos repudiar.</p>
<p>Este momento não é de recomeço, mas de criação, e para criar não precisamos de políticos, de partidos, de prefeitura ou de câmara de vereadores, não precisamos sequer tomar esse “poder”, pois o que podemos não está apenas no voto, está no ato, na vontade de criar, na vontade de fazer, no desejo de mudar, é disso que precisamos no momento.</p>
<p>Chegou a hora de pararmos para pensar, o novo não está na “gente nova”, “gente jovem”, o novo está na nossa criação do novo, em pequenos atos, pequenos gestos podemos criar uma outra situação, uma situação singular e podemos criar o novo, fazer poder sem tomá-lo, é possível.</p>
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		<title>Mundo Novo, a Fênix</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 23:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossos políticos precisam entender que o poder emana do povo e para o povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por Gildasio Alves de Souza,</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">No dia 1º de janeiro, querendo saber noticias sobre a posse do novo presidente da Câmara de Vereadores de Mundo Novo li a decepção do escritor, advogado e, sobretudo, mundonovense Dante de Lima com o Legislativo municipal. Em outras palavras, ele afirma que os nossos vereadores estão manchando a historia política do nosso município.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sendo assim, gostaria de pedir licença ao grande Dante Lima e aos mundonovenses para falar um pouco sobre o que penso da situação política que vivemos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Durante o processo eleitoral que elegeu os atuais vereadores, algumas vezes, mesmo não estando em Mundo Novo, através deste site tentei mostrar aos eleitores que participavam do debate que a eleição legislativa era tão importante quanto a eleição para o poder executivo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Naquela oportunidade, sentia que a campanha ganhava um tom preocupante. As mensagens postadas indicavam que chegaríamos ao que estamos vivendo hoje. Mesmos com a intervenção dos mediadores, a discussão parecia mais com torcida de futebol – Bahia X Vitoria &#8211;  do que eleitores conscientes que pretendiam eleger os seus representantes. Elegemos, talvez, a pior câmara dos últimos tempos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Porém, o problema político de Mundo Novo não se resume apenas a Câmara de vereadores. Temos dois grupos políticos que não estão nem um pouco preocupados com a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Na verdade, poucos são beneficiados. Não há nenhum trabalho voltado para a coletividade. Vejam a qualidade da nossa educação. No inicio dos anos 90 tínhamos, um grupo significativo de jovens que faziam universidade no campus IV da UNEB em Jacobina, todos eles oriundos do Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães. Hoje são poucos. Antes, mesmo, que alguém diga que isso é por conta da universidade aberta gostaria de alertá-los que outros municípios da região, também, têm universidade aberta e nem por isso diminuiu o número de jovens aprovados no vestibular da UNEB.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Como estudante de direito, pretendo escrever a monografia sobre o controle preventivo de constitucionalidade das leis municipais. Tenho lido muito sobre processo legislativo e a lei orgânica de Mundo Novo faz parte do meu material de pesquisa. Percebo que muita coisa precisa ser regulamentada através de leis ordinárias, porém, os vereadores deixam transparecer que não lêem a lei orgânica municipal. No entanto, o que vemos são discussões vazias e de pouca utilidade para a coletividade. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Na verdade, a história de Mundo Novo – narra da pelo próprio Dante Lima – se confunde com a história do Brasil, a partir da segunda metade do século XIX. Sendo assim, Mundo Novo tem uma história política dominada por coronéis e oligarquias, sem a participação popular. As pessoas que chegam ao poder se sentem donos do município e acham que podem fazer o que bem entender com a vida da maioria da população e com a coisa pública. Não evoluímos politicamente. Perdemos o bonde da história e estamos pagando um preço muito alto por isso.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Nas minhas conversas com amigos, digo, sempre, que Mundo Novo entraria em colapso para depois ressurgi – assim com a fênix – das cinzas. O colapso chegou, precisamos agora estudar uma maneira de envolver o povo no processo para sairmos dessa situação. Mundo Novo tem jeito sim, porém se o povo não for chamado para fazer parte da história dificilmente daremos a volta por cima. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">O povo precisa entender que no mundo atual, a política do discurso vazio e da promessa não tem espaço. Vereadores que não sabem o seu papel e prefeitos que estouram o orçamento, que não discute os problemas com a comunidade, que empregam parentes e amigos não merecem o poder.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Perdemos a primeira década do século XXI ( Mundo Novo não merece passar por essa situação).  Nossos políticos precisam entender que o poder emana do povo e para o povo. A atual gestão, assim como as duas anteriores, está perdida. Não haverá um retomado do rumo, eles não sabem, ou melhor, não acreditam no poder do povo. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Para eles o povo deve ficar em segundo plano, sem participar das decisões que envolvem a coletividade e para isso  manipulam a massa fazendo com que ela participe das sessões da câmara sem saber na verdade o que está acontecendo. Como o sistema é viciado vão continuar pensando em favorecer uma pequena parcela da sociedade. Na verdade os beneficiados são os que menos precisam.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Quanto a nós, só nos resta aprender com os erros do passado. Sabemos que o aprendizado é dolorido, pois é necessário refletir sobre os assuntos mais delicados existentes na nossa comunidade. Precisamos entender que não basta ser experiente ou jovem, é preciso, primeiro, compromisso com os mais necessitados, com o desenvolvimento, com a educação, com a saúde, com agricultura, com o lazer, ou seja, com o coletivo. Que homens públicos não podem tudo e que eles precisam agir em conformidade com a lei.  Que, em uma sociedade, cada um deve ceder um pouco para que todos saiam ganhando.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Mas, o povo de Mundo Novo é, como disse o poeta, acima de tudo um forte e sendo forte pode superar as adversidades e reconstruir a sua história.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Feliz 2011 e um Mundo Novo melhor. </span></span></p>
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		<title>A posse do novo Presidente da Câmara de Vereadores</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 22:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[A situação político-partidária em nosso querido MUNDO NOVO está lamentável. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;">Conterrâneos, </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A situação político-partidária em nosso querido MUNDO NOVO está lamentável. Urge uma participação enérgica de protesto de nossos conterrâneos que ainda são capazes de AMAR nossa terra acima das desditosas paixões partidárias. Estamos com uma Câmara de Vereadores que, com poucas exceções, deslustram a história política daquela Casa. Estão enxovalhando a imagem de Mundo Novo através, inclusive, da Internet. As sessões ordinárias se transformado em deprimentes espetáculos circenses! E o pior, com o aval dos chefes políticos, que têm manipulado uma massa de ignorantes para comparecerem àquelas sessões, transformando-as em palco de guerra, com reais risco de vida para os cidadãos. As sessões têm sido realizadas com a presença da força policial que já chegou a realizar até prisões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> Hoje, </span><span style="font-size: medium;"><strong>PRIMEIRO DE JANEIRO</strong></span><span style="font-size: medium;">, quando o mundo faz um apelo universal pela PAZ, compareci à posse novo Presidente daquela Casa, que em emocionado discurso, pregou pela paz e prometeu rigorosa atuação contra as indisciplinas que ali se repetem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Pois bem, mal o Presidente findou seu emocionado discurso, dois vereadores de oposição, alheios a tudo que se tem pregado, fizeram pronunciamentos contundentes condenando a situação. Diante do silêncio conveniente e oportuno do Presidente, retirei-me indignado da sessão, que não se transformou em novo palco de guerra porque a situação se fez ausente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Para onde vamos, meus conterrâneos? Vamos ficar inertes, deixando que as superadas paixões políticas destruam a nossa TERRA? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> Não creio mais em nossos militantes políticos. Até mesmo os jovens, muitos de anel no dedo, estão entrando nessa “bagunça”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Acordem para os problemas de nosso Mundo Novo de passado glorioso, que hoje marcha num lamentável retrocesso. O POVO tudo pode! Muitos de seus pais, irmãos, parentes, enfim, estão mergulhados nesse caos. Venham a Mundo Novo, protestem, estamos pedindo </span><span style="font-size: medium;"><strong>SOCORRO!</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">Mundo Novo, 1° de JANEIRO  de 2011.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">DANTE DE LIMA</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A guerra e O Cristão</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira mais um artigo publicado por Lucas Parente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Parente,</p>
<p>A capacidade criativa (e destrutiva) da doentia mente humana parece sempre capaz de me surpreender. Recentemente, certa reportagem sobre um canhão utilizado na Guerra do Paraguai me fez refletir mais uma vez sobre a loucura que acomete a humanidade desde tempos imemoriais. Loucura “de todos os gêneros”, mas da qual a guerra é a expressão maior.</p>
<p>Muitos, sobretudo os militaristas, diriam que o único louco aqui sou eu&#8230; que a guerra é por vezes necessária, outras vezes justificável e, por fim, pode ser inevitável. Na minha modesta opinião, a guerra é sempre repudiável. E não vejo melhor maneira de definir a situação em que seres humanos (evoluídos e racionais!) tentam resolver os seus problemas matando-se e destruindo-se mutuamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, prefiro os loucos como Gandhi, com a sua pacífica <em>Sathyagraha,</em> decisiva para independência da Índia, a loucos como Truman, presidente americano que ordenou o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki com o “nobre objetivo” de por fim à Segunda Guerra mundial, dando uma boa lição aos recalcitrantes japoneses e obtendo a sua imediata rendição.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, voltando ao canhão, trata-se de uma arma paraguaia trazida para o Brasil como troféu após o final da Guerra do Paraguai. O gigantesco obuseiro de 12 toneladas recebeu o sugestivo nome de “El Cristiano”, ou seja, “O Cristão”, em bom português, porque na sua fundição foi utilizada parte dos sinos das igrejas do Paraguai.</p>
<p style="text-align: justify;">Dar o nome de cristão para uma arma de guerra seria até engraçado, se fosse apenas uma tirada de humor negro. Abro aqui um parêntese para dizer que considero o humor negro uma das mais genuínas manifestações humanas, enquanto verdadeira catarse do nefasto espírito que habita o <em>homo sapiens</em>. Fecho o parêntese. Mas não é piada. O canhão foi mesmo batizado como “O Cristão”, algo que faria o próprio Cristo revirar-se de indignação na sua cova, caso estivesse nela.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, sendo a guerra a antinomia perfeita da verdadeira moral cristã (&#8230;amai-vos uns aos outros&#8230;), viria muito mais a calhar a alcunha de “O Herege” para qualquer um que retirasse sinos de igrejas para com eles fabricar armas de guerra&#8230; Mas, pensando melhor, não é de hoje que o homem confundiu tudo em relação a Cristo e à própria lição de harmonia das religiões em geral, conforme comprovam os exemplos das Cruzadas (também chamadas de guerra santa), das Teorias sobre a Guerra Justa, encampadas por religiosos (mais do que isso, por santos como Agostinho e Tomás de Aquino) e a deturpação do termo <em>jihad</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Penso que a tentativa de justificação moral e até religiosa para a guerra, bem como a sua possível qualificação como guerra santa denotam perfeitamente quão macabro é o ser humano. Pois, o que é a guerra além da exacerbação de toda a selvageria? Selvageria esta que o homem, novamente mais hipócrita que ingênuo, tenta até mesmo regular minimamente por uma série de normas de guerra, desprezando o fato de que a bestialidade em si não comporta qualquer limite ou regra.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, instala-se a celeuma, pois o Paraguai, que até hoje não se recuperou da destruição ocasionada por “aquela” guerra, pede a devolução do canhão outrora capturado, bem como de outros troféus ou arquivos de guerra. E, eis que dentre as opiniões de estudiosos e historiadores, alguém diz que “Nenhum país devolve seus troféus de guerra. Foi o sangue dos brasileiros que o cimentou no solo&#8230;”.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, se nenhum país devolve os seus troféus de guerra, e daí? Porque não inauguramos esta bela tradição? Daqui pra frente todos os países devolverão tudo o que arrancaram à força dos seus inimigos derrotados na guerra, abraçando-se e perdoando-se mutuamente pelas atrocidades cometidas. Idéia de louco? O que Cristo acharia dela? Acerca do sangue dos brasileiros, tenho certeza de que eles não lutaram pela conquista de um canhão. Muitos inclusive morreram sem saber exatamente pelo que lutavam, como, aliás, acontece até hoje em todas as guerras. Atentado à história? Não creio que o canhão ou qualquer troféu precise estar fisicamente aqui para que a história permaneça viva. História se faz, sobretudo, de bons livros e de bons historiadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o Paraguai quer de volta El Cristiano, devolvamos então a relíquia. Melhor ainda seria que ela fosse novamente derretida para fazer sonoros sinos de igrejas. Convertida novamente naquilo que nunca deveria ter deixado de ser. Aproximando-se um pouco mais de algo cristão. Espalhando com as suas badaladas mensagens de paz e concórdia entre os povos, jamais de guerra. Afinal de contas, não há absolutamente nada para se orgulhar em uma guerra, pois no fim da guerra, como sabiamente diz Humberto Guessinger, todos perdem.</p>
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		<title>Histórico da Cidade por Dante de Lima</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 18:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Dante de Lima: A bela cidade de Mundo Novo, incrustada na borda da Chapada Diamantina, foi fundada no dia 10 de outubro de 1833, pelo bravo sertanejo José Carlos da Motta. Está a uma altitude de 489 metros acima do nível do mar, sendo seu ponto culminante o Monte da Santa Cruz, com uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Dante de Lima:</p>
<p>A bela cidade de Mundo Novo, incrustada na borda da Chapada Diamantina, foi fundada no dia 10 de outubro de 1833, pelo bravo sertanejo José Carlos da Motta. Está a uma altitude de 489 metros acima do nível do mar, sendo seu ponto culminante o Monte da Santa Cruz, com uma altitude de 735 metros.</p>
<p>Mundo Novo está situado na latitude Sul a 11º, 51´ e 34´´ e na longitude Oeste a 48º, 28´ e 23´´, ficando no rumo de 60º e 59´ a noroeste (NO) da Capital, a uma distância de 200 quilômetros aproximadamente, em linha reta. Através das rodovias BR 324 e BA 052 (Estrada do Feijão), está a uma distância de 294 quilômetros de Salvador.</p>
<p>O município de Mundo Novo tem uma área de 1.499 quilômetros quadrados, com uma população de 21.273 habitantes, segundo o Censo Demográfico do ano de 2000.</p>
<p>Os pontos turísticos de Mundo Novo são a Fazenda Jequitibá, onde estão instalados o Mosteiro e a Fundação Divina Pastora, a uma distância de trinta quilômetros da sede. Também pode ser visitado o único sítio histórico da cidade, o primeiro prédio residencial construído na rua Cel. Francisco Lima, construção estilo colonial do século XIX. Esse imóvel vem seno coservado com todas as suas características originais graças aos esforços pessoais do Prof. José Carlos Aragão, ilustre filho adotivo de Mundo Novo. Também deve ser feita uma visita ao Monte da Santa Cruz, donde se descortina uma visão panorâmica da cidade presépio, bem como uma paisagem paradisíaca das maravilhosas cercanias. No topo desse Monte está erigida a Capela de São Judas Tadeu, inaugurada no dia 3 de maio de 1910.Grandes melhoramentos vêm sendo realizados nesse Monte graças ao espírito dinâmico e devotado de um dos mais ilustres filhos de Mundo Novo, o Prof. Vanderlan Sampaio Araújo.</p>
<p>Visite Mundo Novo.A cidade mãe tem uma alma hospitaleira; seu povo é cordial e afável e você jamas a esquecerá!</p>
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		<title>Dez estrofes para Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 13:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Lucas Parente. Inspirado em “Nossa Terra, Nossa Gente”, de Dante de Lima. A história de uma vida Não se conta sem paixão A lembrança do passado Na letra de uma canção Reescrevendo a história Reavivando a memória Faz bater o coração. Nossa viajem começa Dentro do sertão baiano Quando a seca castigava Animal e ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Lucas Parente.<br />
Inspirado em “Nossa Terra, Nossa Gente”, de Dante de Lima.</p>
<p>A história de uma vida<br />
Não se conta sem paixão<br />
A lembrança do passado<br />
Na letra de uma canção<br />
Reescrevendo a história<br />
Reavivando a memória<br />
Faz bater o coração.</p>
<p>Nossa viajem começa<br />
Dentro do sertão baiano<br />
Quando a seca castigava<br />
Animal e ser humano<br />
O Nordeste em sofrimento<br />
Pedia a Deus um alento<br />
Trinta e três era o ano*.</p>
<p>Um grupo de fazendeiros<br />
Pela seca castigado<br />
Buscando em terras distantes<br />
Comida para o seu gado<br />
Adentrou pela Bahia<br />
Cortando a mata bravia<br />
Do interior do Estado.</p>
<p>Nesse grupo de valentes<br />
Um deles merece nota<br />
Liderou a comitiva<br />
Que chegou nessas enconstas<br />
Abrindo o mato a facão<br />
Esse homem de visão<br />
Foi José Carlos da Mota.</p>
<p>Os homens acostumados<br />
À severa estiagem<br />
Ficaram maravilhados<br />
Ao ver aquela paisagem<br />
Mata verde florescendo<br />
Chuvas e rios correndo<br />
Parecia uma miragem.</p>
<p>Achou água para o gado<br />
Brotando dos pés do morro<br />
Encontrou uma promessa<br />
De vida para o seu povo<br />
Vendo um rio a escorrer<br />
A esperança renascer<br />
Disse: É um mundo novo!</p>
<p>Começou como fazenda<br />
Que cresceu rapidamente<br />
Pelo seu verde e riqueza<br />
Atraía muita gente<br />
Logo era um povoado<br />
Pelo povo comentado<br />
Sua fama era crescente.</p>
<p>Assim nasceu a cidade<br />
Que quem vê jamais esquece<br />
Deixa saudoso quem parte<br />
Apaixona quem conhece<br />
Sua calma é que seduz<br />
No alto da Santa Cruz<br />
A doce brisa é uma prece.</p>
<p>Uma secreta magia<br />
Que acolhe os visitantes<br />
A alegria do seu povo<br />
A grandeza dos seus montes<br />
E uma certa nostalgia<br />
De que nessa terra um dia<br />
Tudo será como antes.</p>
<p>Aqui termina a canção,<br />
Não a história dessa gente<br />
O seu destino depende<br />
De todos nós, finalmente<br />
Para que ela viva e cresça<br />
Não apenas na promessa<br />
De um futuro reluzente.</p>
<p>* O ano é 1833, e não 1933, como se poderia supor.</p>
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		<title>Novos tempos</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 13:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Lucas Parente, Cada vez mais me convenço de que somos testemunhas oculares de um período crucial na história do nosso país e da própria humanidade. Em questão de anos, no máximo décadas, assistimos a verdadeiras revoluções cuja amplitude e importância ainda somos incapazes de apreender na sua totalidade. A revolução digital, dos computadores e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Parente,</p>
<p>Cada vez mais me convenço de que somos testemunhas oculares de um período crucial na história do nosso país e da própria humanidade.</p>
<p>Em questão de anos, no máximo décadas, assistimos a verdadeiras revoluções cuja amplitude e importância ainda somos incapazes de apreender na sua totalidade.</p>
<p>A revolução digital, dos computadores e das telecomunicações talvez seja a mais visível delas.</p>
<p>Lembro bem que na minha infância ouvia discos de vinil no estéreo SHARP dos meus pais, última tecnologia em matéria de som. E poucos podiam se gabar de ter no automóvel um toca-fitas &#8220;auto-reverse&#8221;. Muitas vezes nem nos damos conta do gigantesco salto de qualidade representado pelas mídias digitais, como o CD e o DVD&#8230;</p>
<p>Também recordo que, ainda nos meus tempos de criança, a linha telefônica da minha casa foi uma das primeiras da cidade, adquirida a peso de ouro. Hoje, o velho vaqueiro ainda custa a acreditar quando me vê atender a um telefone celular em meio ao pasto, sobre o lombo do cavalo, e fazer contato imediato com praticamente qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer momento.</p>
<p>Já na minha juventude, iniciei estágio em um banco onde operava computadores 286 com HD de 20 megabytes, 01 (um mísero) megabyte de memória RAM, rodando MS-DOS (sabe o que é isso? se não, pesquisa no Google) numa tela preta com letras verdes. E algum de vocês ainda se lembra do disquete de 5 1/4 de polegada?</p>
<p>Ter computador em casa era coisa quase impensável no início da década de 90! Mal se ouvia falar em internet. Hoje computador é mais popular que bicicleta e qualquer vilarejo tem uma &#8220;lan house&#8221; pra se manter conectado com o mundo inteiro.</p>
<p>Enquanto transmito uma música em formato MP3 para o aparelho celular de um amigo usando a tecnologia Bluetooth, penso em como esse enorme acesso à informação e à comunicação instantânea poderá modificar o nosso modo de vida daqui em diante.</p>
<p>Foi justamente através dela, a internet, que fiquei sabendo da prisão de um Governador do Brasil, fato único na história do país até o momento. E não se tratava de um governador do Acre ou do Piauí, mas simplesmente de José Roberto Arruda, do Distrito Federal.</p>
<p>Estaria definitivamente encerrada no Brasil a era da prisão apenas para o &#8220;peixe pequeno&#8221;? Pouco tempo atrás assistimos a prisão, embora meteórica, do banqueiro Daniel Dantas, uma das figuras mais controversas e obscuras do cenário financeiro nacional, acompanhado de ninguém menos que o falecido ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta e o milionário investidor Naji Nahas.<br />
Contra a maioria das expectativas, Arruda continua preso por decisão do STF, que não acolheu o pedido de habeas corpus. Desde a capital da República até o pequeno distrito do Alto Bonito, em Mundo Novo-BA, as pessoas já não se limitam a assistir pela TV. Muitos votam nas enquetes e alguns até escrevem nos blogs sobre esse e outros assuntos, participando ativamente dos debates, da polêmica e da construção de opiniões.</p>
<p>Confirmando a importância da comunicação e da internet nesse extraordinário momento histórico, o Governo publicou, em 27 de maio de 2009, a Lei Complementar nº 131, que obriga a União, Estados e Municípios a publicarem nas suas páginas oficiais na internet, em tempo real, TODAS as informações referentes às receitas e despesas. De acordo com os prazos da lei, até 27 de maio de 2013 qualquer um de nós poderá acompanhar em tempo real até o menor dos gastos do nosso Prefeito, Governador ou Presidente da República, nos quatro cantos do Brasil.</p>
<p>Seria o princípio constitucional da transparência finalmente efetivado? Penso que estamos chegando mais perto disso, pois nem o fechado e vetusto Poder Judiciário tem escapado da devassa. A recente Resolução nº. 102 do Conselho Nacional de Justiça &#8211; CNJ &#8211; determinou, entre outras providências, que os Tribunais de Justiça do país publicassem na internet informações sobre gastos com os seus servidores, juízes e desembargadores.</p>
<p>Tão logo as informações foram publicadas pelo Tribunal de Justiça da Bahia, a sociedade baiana e especialmente a comunidade jurídica ficaram escandalizadas com as “vantagens pessoais” de mais 22 mil reais para “supervisor de expediente”; oficiais de justiça com “vantagens pessoais” de mais de 12 mil reais; engenheiro com remuneração de mais de 9 mil reais e “vantagens pessoais” de mais de 12 mil reais, dentre muitos outros casos.</p>
<p>Teria caído por terra o último dos símbolos de poder acima da lei? Creio que ainda falta muito. Falta abrir as caixas pretas do Poder Legislativo, das Câmaras, Assembléias e também do Congresso Nacional, que já começou a se despedaçar com o escândalo dos &#8220;atos secretos&#8221; e do superpoderoso ex-diretor geral Agaciel Maia.</p>
<p>Mas falta, sobretudo, tomarmos consciência do grande poder da internet e das novas tecnologias de comunicação enquanto ferramentas ao nosso dispor. Estamos vivendo o ingresso do mundo na era da informação mais rápida, barata e democrática. É um tempo de mudanças. Os sinais estão por toda parte. E, se ainda vale o velho adágio que diz: &#8220;informação é poder&#8221;, então, o poder é nosso!</p>
<p>Veja mais em:</p>
<p>http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/LCP/Lcp131.htm</p>
<p>http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=9782:resolucao-no-102-de-15-de-dezembro-de-2009&#038;catid=57:resolucoes&#038;Itemid=512</p>
<p>http://www.tjba.jus.br/site/pagina.wsp?tmp.id=185</p>
<p>http://www.portalibahia.com.br/falabahia/?p=21138</p>
<p>http://www.sinpojud.org.br/destaques.php?id=508</p>
<p>http://www.senado.gov.br/Agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=99306&#038;codAplicativo=2</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_dos_atos_secretos</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Dantas_(banqueiro)</p>
<p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Naji_Nahas</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Participação pública e Capital Social</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 17:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira este e outros artigos publicados recentemente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Neuma Dantas¹*</p>
<p>No modelo de  Democracia Participativa há responsabilidade geral pelos assuntos  públicos, ela é tão importante do ponto de vista do desenvolvimento  econômico-social de uma comunidade quanto da aquisição de consciência  da cidadania de seus membros.</p>
<p>A participação  cívica, referente às nossas relações com os outros, se dá com a  cooperação nos assuntos públicos, assuntos esses portanto, de interesse  vital para um município. A formação de associações sociais, comerciais,  culturais etc. leva o indivíduo a um bom grau de autonomia, tornando-se  um instrumento de opinião pública, já dizia Tocqueville. Além disso,  certamente o fortifica e o protege diante da opressão da maioria.</p>
<p>Essas conexões  sociais geram sucesso individual e coletivo formando o que o cientista  social americano, Robert Putnam, chama de Capital Social. Numa  comunidade rica em formação de grupos dirigidos a um objetivo comum,  a organização social facilita a coordenação e cooperação dos indivíduos,  proporcionando-lhes benefícios mútuos. Explicando melhor, o Capital  Social é engajamento cívico, atividades dos membros da sociedade  que expressem compromisso com a comunidade. Tais iniciativas vão além  de prática política restrita à escolha partidária, visam à cooperação  ou benefícios à coletividade, ao florescimento da democracia.</p>
<p>Engajar-se  civicamente ou formar Capital Social é tão simples como filiar-se  a grupos voluntários, religiosos, participar de Campanhas como a do  projeto da Praça da Santa Cruz, da construção do Centro de Artesanato  de Mundo Novo, doações para instituições de caridade, jantar com  amigos/família, ir a festas, conversar com vizinhos etc. Atividades  sociais como pertencer a um grupo de interesse comunitário, levam-nos  a aprender a deliberar, a escolher o que é melhor para a cidade, a  ajudar na sua gestão, a responder pelo funcionamento da polis ou decidir nossos destinos. Isso é fazer política no sentido democrático  mais amplo, contribuir para que todos participem e aproveitem os louros  adquiridos.</p>
<p>Cientistas  políticos debatem o enfraquecimento das redes sociais, considerando  que as novas gerações são expectadoras, assistem e não participam.  Surge nesse cenário, o tempo, em exagero, dedicado à TV como vilã  (exceção para os noticiários). Outras conseqüências seriam o pouco  contraste de opiniões, pouco pluralismo com menos vozes no debate e  a falta de proteção aos habitantes.</p>
<p>As vantagens  e caminhos do enriquecimento cívico da cidade entretanto, são maiores,  entende-se que, onde houver conexões sociais intensas, onde a comunidade  se organiza, partilha valores sociais como a confiança e reciprocidade,  aumentam as chances do povo diante das instituições político-sociais  na promoção de políticas públicas, por exemplo.</p>
<p>Surgem na contemporaneidade,  elementos que vêem contribuir com os objetivos de fomentar a participação  do cidadão na vida de sua cidade. O uso das novas tecnologias, como  a Internet, é um exemplo de recuperação da participação pública;  a formação dos movimentos sociais em busca do reconhecimento das minorias  é também esperança do renascimento das redes cívicas. O engajamento  portanto, pode ser praticado face a face ou de forma indireta ou virtual.</p>
<p>Não se quer  dizer com isso que o indivíduo não associado está isolado do  debate público, todavia os grupamentos fortalecem a democracia. Há  de se chamar atenção para o outro lado, há associações antidemocráticas,  corporativistas, cujos membros visam vantagens próprias acima do interesse  público. Esse mal deve ser combatido.</p>
<p>Não há  dúvida que o Capital Social é comunitário, participar das  campanhas de recuperação dos Clubes Sociais Aliança e Lira, do Cine-Teatro  Mundo-novense ou do Carnaval Folia 2010 &#8211; “Relembrando os antigos  carnavais” são exemplos de atos necessários, solidários, geradores  do bem coletivo, do lazer geral, combatem a apatia política, além  de um dever da ordem da cidadania que todos devem aprender a exercer  no caminho da convicção democrática.</p>
<p><em><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="Neuma Dantas" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif" alt="" width="123" height="126" /></a>* Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social &#8211; Jornalismo. Atualmente é mestranda em Comunicação e Política &#8211; UFBA.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os primeiros passos do reconhecimento político</title>
		<link>http://www.mundonovoba.com.br/os-primeiros-passos-do-reconhecimento-politico/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo após a chegada de José Carlos da Mota às paragens de Mundo Novo em 1833, a primeira providência legal a ser tomada era comunicar o achamento das terras ao poder público da Comarca(1) mais próxima, pedindo solicitação para o registro de terras. Nesta época, a “Villa de Feira de Sant’Anna” era responsável pelas fiscalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo após a chegada de José Carlos da Mota às paragens de Mundo Novo em 1833, a primeira providência legal a ser tomada era comunicar o achamento das terras ao poder público da Comarca(1) mais próxima, pedindo solicitação para o registro de terras. Nesta época, a “Villa de Feira de Sant’Anna” era responsável pelas fiscalização das terras do sertão já descobertas ou a descobrir.<br />
Ao tomar conhecimento das terras de Mundo Novo, foi solicitado ao vigário da Feira de Sant’Anna a vistoria, tendo o mesmo que dar prestação de contas sobre localização e aspectos geoclimáticos à Presidência da Província da Bahia, em Salvador. Observem o trecho a seguir(2)&#8230;</p>
<p><em>Acuso a recepção do ofício de V. Sª.; e ao seu conteúdo não dei immediatamente execução por achar-me fora da Fregª. na administração do Pasto espiritual às muitas ovelhas; o que agora minuciosamente o faço. As terras da Santana do Mundo Novo, descobertas e roteadas p. José Carlos da Motta, e outros muitos descobridores, julgo, e assim me asseverão pessoas fidedignas estarem nos limites da Capella de Monte Alegre filial à esta Fregª.; por isso q forão situadas no centro das matas incultas da mesma Capella doze a quatorze légoas, e distante do Rio Jacuípe por onde divide esta Freg. com a de Jacobina. He veridicamente o q tenho de informar a V.V. Sª. a quem Deos Guarde por muitos annos. Fregª. de Stª. Anna do Camisão, 7 de abril de 1835.</em><br />
<em>Ilmos. Snrs. Da Câmara Municipal da Villa de Feira.</em></p>
<p><em>O vigário Encom. Manoel Alves Moura(3)</em></p>
<p>A importância dessas informações para a Presidência da Província da Bahia estava na possibilidade de controlar a criação de rebanhos em território baiano, para saber exatamente a quantidade de carne que poderia ser solicitada para o abastecimento de Salvador, principalmente em épocas de crise ou secas prolongadas. Salvador dependia imensamente do gado criado no interior da Bahia e até em outras Províncias do Brasil para seu abastecimento. Mais uma vez a pecuária se torna ponto crucial para entender o crescimento de nossa cidade, ao contrário do que alguns renomados autores dizem em suas obras, como o poeta feirense Eurico Alves Boaventura. Segundo Boaventura&#8230;</p>
<p><em>“As matas de Mundo Novo só se abrem ao pastoreio, quando o século XIX já é quase uma lenda, isto é, nos últimos momentos do século, segundo se autentica através da publicação dos registros de terra. Iniciando o desbravamento de sua terras pela agricultura em 1833, por José Carlos da Mota, Joaquim José de Assunção e José Cabrinha, só depois, em 1898 se torna em zona de pecuária, com o fazendeiro ausente, no mais das vezes&#8230;”(4)<br />
</em><br />
Talvez Boaventura esteja se referindo à época em que a criação bovina em Mundo Novo tenha se tornado mais extensiva, porque nossa cidade já figurava bem antes de 1898 como um importante centro fornecedor de gado para a Capital, fortalecendo a habilidade inata de nossos descobridores, como pode ser comprovado na seguinte correspondência trocada entre o encarregado de compra de gados para abastecer Salvador, o Sr. Manoel Teixeira Soares e um capataz de uma das várias fazendas de José Carlos da Mota, Custódio A. Serra, em 1855&#8230;<br />
<em>“Ilmº. Sr. Dr. Manoel Teixeira Soares</em></p>
<p><em>Mundo Novo, 24 de Abril de 1855</em></p>
<p><em> Com muito prazer recebi hontem a noite sua mui estimada carta datada de 19 do corrente , na qual manda V. Sr. Saber se eu quero vender-lhe o gadinho qu tenho e ao conselho da dita sua carta respondo, que prezentemente, não vendo mesmo por eu precizar para alguma matalotagem. Se eu algum dia tiver intenção de o vender a V. Sª me dirigirei dando-lhe preferência.<br />
Sr. José Carlos não se acha neste Arraial, e sim distante daqui cinco léguas em huma sua fazenda, e só nestes 8 dias he q poderá vir, p. isso não demos o seu pusitivo, mas logo que chegue darei o seu recado tenente aos bois, apezar de que elle recebeu agora duas cartas de José Ferreira Carneiro(&#8230;) Morador na Abobreira, falando-lhe em compra dos gados q. elle aqui tem soltos, (&#8230;) do pasto, e q. em breve p. aqui vinha; avista do exposto se lhe não faz resposta tenente aos tais gados deve V. Sª. ficar siente q. são do Sr. Comisº.<br />
Farei siente ao Sr. José Carlos suas recomendações .<br />
Ás suas ordens, com q. congratulo consideração, e estima se afigna.</em></p>
<p><em>De V. Sª.<br />
Ilmo. Amº e Resp° ,</em></p>
<p><em>Custódio A. Serra.”(5)</em><br />
Existem alguns outros autores, inclusive ilustres como Euclides da Cunha, em sua famosa obra “Os sertões” que citam Mundo Novo, mas isso vai ser abordado aqui nesta coluna em conta gotas em outras oportunidades. Até a próxima!</p>
<p><strong><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rodrigo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-64" title="rodrigo" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rodrigo.jpg" alt="" width="133" height="100" /></a>Rodrigo Lopes<br />
Graduado em História pela Uneb.<br />
Especialista em História Social e Educação pela UCSal.<br />
Mestrando em História Social pela UFBA.</strong></p>
<p>(1)Comarcas eram as localidades que possuíam representação jurídica na Província. Feira de Santana era a Comarca mais importante do chamado baixo Sertão, juntamente com a Vila de Santo Antônio de Jacobina no início do século XIX.</p>
<p>(2)O texto foi transcrito como está escrito no documento original, note-se que a grafia de certas palavras e pronomes de tratamento são diferentes do modo como usamos hoje em dia.<br />
(3)Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). Câmaras Municipais/ Câmara de Feira de Santana/ 1835.<br />
(4)BOAVENTURA, Eurico Alves. Fidalgos e Vaqueiros. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA, 1989. pp 128/129.<br />
(5)Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). Presidência da Província/ Agricultura- Industria e Comércio/ Abastecimento- compra de gado/ 1855.  Mais uma vez é necessário prestar atenção, pois a reprodução do documento segue a grafia da época.</p>
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		<title>A Origem de Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A origem de Mundo Novo está intimamente ligada a um contexto de crise econômica provocada pela grande seca que assolou as Províncias(1)  na região nordeste do Brasil em meados do século XIX(2) , pois é senso comum que Mundo Novo foi fundada pela tropa de boiadeiros liderada pelo Sr. José Carlos da Mota em 1833. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A origem de Mundo Novo está intimamente ligada a um contexto de crise econômica provocada pela grande seca que assolou as Províncias(1)  na região nordeste do Brasil em meados do século XIX(2) , pois é senso comum que Mundo Novo foi fundada pela tropa de boiadeiros liderada pelo Sr. José Carlos da Mota em 1833.<br />
A mim sempre pareceu estranho as justificativas que punham o caminho das tropas de José Carlos da Mota em direção ao Sertão baiano, fugindo dos efeitos da seca que nos anos 1830, devastou a Bahia; sempre me perguntei como poderia alguém procurar pastagens e água para os rebanhos de gado, seguindo uma direção contrária à da abundância, que era o Litoral, uma vez que o saíram da região de Alagoinhas, mais próxima do rico Recôncavo baiano em direção ao Sertão?(3)</p>
<p>Em busca de respostas a esse possível contra-senso, encontrei nos trabalhos do geógrafo Milton Santos(4)  uma explicação formal para compreender o conhecimento que o sertanejo desenvolve na lida com o gado cotidianamente, cheguei a conclusão que a explicação está no Sal.</p>
<p>Mas como assim “O Sal”? Segundo Santos, os criadores de gado reconhecem que o sal mineral sempre foi uma importante fonte de nutrientes para o gado, e a experiência tornou possível a percepção de que, muito embora a região do Recôncavo/litoral tenha uma distribuição de chuvas muito maior que o sertão, bem como uma vegetação mais portentosa, as plantas litorâneas que poderiam servir de alimento para o gado são pobres em nutrientes essenciais, ainda que ricas em água. A vegetação sertaneja, mais rarefeita e pobre em água, é mais rica em nutrientes, inclusive o sal, mais presente no solo do sertão, portanto, mais nutritiva para a alimentação dos rebanhos, isso certamente influenciou o deslocamento de José Carlos da Mota para as paragens de Mundo Novo para enfrentar a estiagem prolongada.</p>
<p>Portanto, Mundo Novo tem na pecuária bovina, a origem da sua história no contexto social e político da Bahia; partindo dessa constatação, proponho que possamos aos poucos compreender a dinâmica na formação de nossa cidade, trazendo sempre de sua história, muitas características que ainda são marcantes no modo de ser do povo mundonovense.</p>
<p><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rodrigo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-64" title="rodrigo" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rodrigo.jpg" alt="" width="155" height="116" /></a><strong>Rodrigo Lopes<br />
Graduado em História pela Uneb.<br />
Especialista em História Social e Educação pela UCSal.<br />
Mestrando em História Social pela UFBA.</strong></p>
<p>(1)Províncias eram a denominação política dos atuais Estados da federação na época do Império brasileiro.<br />
(2)GONÇALVES, Graciela Rodrigues. AS SECAS NA BAHIA DO SÉCULO XIX. Programa de Mestrado em Ciências<br />
Sociais da UFBA<br />
(3)LIMA, Dante de. Mundo Novo: nossa terra, nossa gente. Salvador, Contemp Editora Ltda, 1988.<br />
(4)SANTOS, Milton. Zonas deprimidas&#8230; zonas pioneiras. In: Revista Brasileira dos Municípios. IBGE (Rio) 53/54.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Violência em Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundonovoba.com.br/?p=31</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Parente Violência – mais perto do que se imagina. Depois da publicação da minha nota sobre o assassinato de Robson Francisco de Jesus, houve diversos comentários e manifestações. Críticas pertinentes, diga-se de passagem. Isso me levou a escrever esse pequeno artigo/explicação. Sobre o crime. Inicialmente, deixo claro o meu repúdio a toda forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Por Lucas Parente<strong><br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong><br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Violência – mais perto do que se imagina.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Depois da publicação da minha nota sobre o assassinato de Robson Francisco de Jesus, houve diversos comentários e manifestações. Críticas pertinentes, diga-se de passagem. Isso me levou a escrever esse pequeno artigo/explicação.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Sobre o crime.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Inicialmente, deixo claro o meu repúdio a toda forma de violência. O homicídio de Robson é tão odioso quanto qualquer outro cometido naquelas circunstâncias. E o seu autor (ou autores) merece sofrer tanto a punição da Justiça quanto a reprovação social de todos os mundonovenses.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Tirar uma vida é sempre um ato de extrema gravidade e somente se justifica no caso de legítima defesa e outras hipóteses restritas. Para muitas pessoas, inclusive, o homicídio não se justifica em hipótese alguma. Obviamente, o fato de que Robinho representava um problema da sociedade mundonovense não justifica e nem ameniza a gravidade do crime que o vitimou.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 70.8pt; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: 'Courier New'; font-size: 10pt; text-align: left; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">&#8220;Matar alguém é um ato que fere tanto um mandamento ético-religioso como um dispositivo penal. A diferença está em que, no plano jurídico, a sociedade se organiza contra o homicida, através do aparelhamento policial e o Poder Judiciário</span><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: left; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">&#8220;. </span>(Miguel Reale, <em><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: left; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">in</span></em> Lições Preliminares de Direito, Saraiva, 19ª. ed. p. 72).</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">No entanto, é inevitável observar que, no caso de Robinho, a nossa sociedade foi incapaz de dar uma resposta justa e eficaz ao problema. Disso resultou, em grande parte, a precipitação do seu fim trágico.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>O papel das autoridades.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Muitas pessoas ficaram chocadas, e não sem razão, quando leram na minha nota que &#8220;quando a polícia não consegue conter um criminoso, a própria comunidade se encarrega disso&#8221;. É preciso explicar que não quis me referir, ali, a nenhuma autoridade ou instituição em especial. Aliás, seria mais apropriado seria substituir “a polícia” por “as autoridades”, naquela frase.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Essa conclusão, porém, é apenas o retrato da realidade em toda a sua dureza, e não uma tentativa de justificar a violência. O espantoso aumento do número de linchamentos ocorridos especialmente na Bahia nos últimos anos, amplamente noticiado por jornais de grande circulação, denota a gravidade do problema.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Outros incidentes recentes envolvendo explosões de violência – tumulto e depredação do metrô no Rio de Janeiro, dentre tantos outros – demonstram como as pessoas podem reagir quando a pressão, o abandono e o medo ultrapassam os limites do tolerável.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Vivemos, infelizmente, um alarmante aumento da violência em todo o país. Os últimos acontecimentos na capital carioca, com o cinematográfico abate de um helicóptero da polícia, mostraram aos últimos eufemistas que ali se vive uma guerra urbana. E assim se vive em outros pontos do país.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Enquanto o Estado esbanja incompetência na solução do problema da violência, a sociedade se mostra ora impotente, ora passiva e o pior, chega a incentivar o crime (não nos esqueçamos que o consumo de drogas é que financia o tráfico – uma das piores chagas que o mundo enfrenta).</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">No meio desse turbilhão, a polícia tem uma função das mais difíceis – combater o crime sob condições de salários indignos, falta de homens, equipamentos mínimos e treinamento adequado e ainda não exceder os limites legais e morais na aplicação da força. Não bastasse isso, ainda costuma levar a culpa quando algum criminoso é libertado – o que é atribuição exclusiva da justiça.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>O caso de Mundo Novo.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Em nossa cidade, lamentavelmente, a violência também tem aumentado nos últimos anos. É cada vez mais comum ouvir falar e até mesmo presenciar crimes violentos. O tráfico de drogas e de armas tem vinculação com muitos desses acontecimentos.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Já temos usuários de crack – avanço do qual ninguém se orgulha. Violência contra a mulher é fato corriqueiro. E, se nada for feito, estamos caminhando para conquistar os nossos primeiros meninos de rua – os Robinhos de amanhã.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Se há uma notícia boa dentre tantas ruins é que, depois de muitos anos, temos novamente um Delegado de Polícia que mora em nossa cidade. Que convive e compartilha dos nossos problemas diários. E, mais do que isso, se importa com eles. A sua atuação mereceu recente Moção de Aplauso por parte da Câmara de Vereadores.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Embora disponha de escassos recursos, desde que chegou a Mundo Novo o Delegado José Adriano tem desenvolvido um trabalho digno de elogios. Criminosos foram presos, quadrilhas desarticuladas e existem representações pela prisão provisória de vários bandidos – trabalho de prevenção ao crime raramente desenvolvido por outros seus antecessores.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Numa cidade de interior, ter um delegado residente é de suma importância. Como aqui todas as relações são mais próximas, a presença da autoridade também é percebida com maior intensidade, o que, por si só, desestimula a atuação dos criminosos.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>O que se pode fazer.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Costumo afirmar que, diante do normal sentimento de impotência que domina o cidadão comum, o que nos resta é não calar. Para combater a violência é preciso, antes de tudo, entendê-la, sobretudo nas suas causas. E o melhor conhecimento vem do debate.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Converse sobre o assunto. Leia sobre ele. Integre-se na comunidade e participe das soluções. Escreva na Internet, como eu. Ou no jornal do seu bairro, da sua cidade. Não fique calado. Não seja passivo. Vá às ruas, se necessário for, mas, de alguma forma, demonstre a sua insatisfação.</p>
<p class="MsoNormal" style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: 'Courier New'; font-size: 10pt; text-align: left; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">&#8220;O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 35.4pt; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 0.76em; text-align: justify; vertical-align: baseline; text-indent: 35.4pt; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Martin Luther King.</p>
<p>Mundo Novo, 19/10/2009</p>
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