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	<title>Mundo Novo - Bahia &#187; Histórias</title>
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	<description>Mundo Novo - Bahia</description>
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		<title>Histórico da Cidade por Dante de Lima</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 18:48:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Dante de Lima: A bela cidade de Mundo Novo, incrustada na borda da Chapada Diamantina, foi fundada no dia 10 de outubro de 1833, pelo bravo sertanejo José Carlos da Motta. Está a uma altitude de 489 metros acima do nível do mar, sendo seu ponto culminante o Monte da Santa Cruz, com uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Dante de Lima:</p>
<p>A bela cidade de Mundo Novo, incrustada na borda da Chapada Diamantina, foi fundada no dia 10 de outubro de 1833, pelo bravo sertanejo José Carlos da Motta. Está a uma altitude de 489 metros acima do nível do mar, sendo seu ponto culminante o Monte da Santa Cruz, com uma altitude de 735 metros.</p>
<p>Mundo Novo está situado na latitude Sul a 11º, 51´ e 34´´ e na longitude Oeste a 48º, 28´ e 23´´, ficando no rumo de 60º e 59´ a noroeste (NO) da Capital, a uma distância de 200 quilômetros aproximadamente, em linha reta. Através das rodovias BR 324 e BA 052 (Estrada do Feijão), está a uma distância de 294 quilômetros de Salvador.</p>
<p>O município de Mundo Novo tem uma área de 1.499 quilômetros quadrados, com uma população de 21.273 habitantes, segundo o Censo Demográfico do ano de 2000.</p>
<p>Os pontos turísticos de Mundo Novo são a Fazenda Jequitibá, onde estão instalados o Mosteiro e a Fundação Divina Pastora, a uma distância de trinta quilômetros da sede. Também pode ser visitado o único sítio histórico da cidade, o primeiro prédio residencial construído na rua Cel. Francisco Lima, construção estilo colonial do século XIX. Esse imóvel vem seno coservado com todas as suas características originais graças aos esforços pessoais do Prof. José Carlos Aragão, ilustre filho adotivo de Mundo Novo. Também deve ser feita uma visita ao Monte da Santa Cruz, donde se descortina uma visão panorâmica da cidade presépio, bem como uma paisagem paradisíaca das maravilhosas cercanias. No topo desse Monte está erigida a Capela de São Judas Tadeu, inaugurada no dia 3 de maio de 1910.Grandes melhoramentos vêm sendo realizados nesse Monte graças ao espírito dinâmico e devotado de um dos mais ilustres filhos de Mundo Novo, o Prof. Vanderlan Sampaio Araújo.</p>
<p>Visite Mundo Novo.A cidade mãe tem uma alma hospitaleira; seu povo é cordial e afável e você jamas a esquecerá!</p>
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		<title>O carnaval de Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sumiço de Zé Pereira Por Neuma Dantas Quem visita Mundo Novo durante o carnaval, onde hoje não há vestígios de festas, não imagina que, nessa pacata cidade com 174 anos de descoberta, existiram grandes bailes carnavalescos. A fase áurea aconteceu entre as décadas de 20 e 60, quando o Abre Alas de Zé Pereira saía [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>O sumiço de Zé Pereira</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Por Neuma Dantas </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Quem visita Mundo Novo durante o carnaval, onde hoje não há vestígios de festas, não imagina que, nessa pacata cidade com 174 anos de descoberta, existiram grandes bailes carnavalescos. A fase áurea aconteceu entre as décadas de 20 e 60, quando o <em>Abre Alas de Zé Pereira</em> saía pelas ruas nas madrugadas de sábado, anunciando sua chegada através do <em>Grito de Carnaval</em>. Nos anos 70 houve mudanças, até que em 1983, os festejos foram atingidos pela crise político-econômica que provocou seu fim.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Nesse primeiro período reinava o <em>Carnaval Imortal</em>, para lembrar a expressão do filho adotivo de Mundo Novo, o músico Almiro Adeodato Oliveira, quando ocorria a disputa musical das <em>Philarmônicas</em> dos principais clubes e a competição pela ornamentação dos carros alegóricos. Vêm daí os blocos dos mascarados e as batalhas de confetes e serpentinas. Num depoimento dado em 2000, o poeta Arnaldo Almeida lembrou que as riquíssimas fantasias eram trazidas de Salvador e Rio de Janeiro, por representantes comerciais, que vinham também brincar o carnaval em lotes de burros.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Nos anos 30</strong>, surgiram <em>O Carnaval das Graxeiras</em> e o <em>Baile das Mulheres Solteiras. </em>Este último, só saía após as 18h, no cabaré, enquanto o primeiro era freqüentado por empregadas domésticas. Os clubes Sociedade Lyra e Euterpe/Aliança Mundonovense representavam fortes facções políticas; a Sociedade dos Artistas, o segmento operário. “O que havia de benéfico na rivalidade entre os clubes era que a política consistia em cada facção procurar fazer melhor que a outra”, cita o advogado e escritor, Dante Lima, em seu livro <em>Mundo Novo, Nossa Terra, Nossa Gente</em>. Ele confessa ainda que, infelizmente o Carnaval de sua terra foi feito e desfeito pela política municipal.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Jovem na década de 50</strong>, o músico Chiquinho Terra Quente, comenta que as orquestras dos clubes encontravam-se nas ruas mundo-novenses, tocando dobrados, marcha rancho, samba e frevo. Segundo ele, o povo trabalhava para o carnaval, gastava até o que não tinha, para trocarem de fantasia três ou quatro vezes por dia, relembra saudoso, acrescentando “quem viu, viu; quem não viu, não vê mais”.</span></p>
<p><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carnaval_mundonovo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-75" title="carnaval_mundonovo" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carnaval_mundonovo-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: x-small;"><strong>Princesa Diva Dantas (1ª à direita) &#8211; 1959</strong></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
O concurso das mais belas carnavalescas era outra característica marcante do carnaval. “As escolhidas pela diretoria dos clubes deveriam vender votos. Quem conseguisse mais dinheiro seria a vencedora”, é o que relata, Diva Leal Dantas, Princesa do Carnaval de 1959, que desfilou em carro alegórico com a Rainha, Príncipes e Guardas-de-Honra acompanhados pelo Trio Papagaio. A grande foliã salientou que os cordões passavam de casa em casa, dançando, comendo tira-gosto e bebendo. O cortejo terminava nos clubes.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Vanderlan Sampaio Araújo diz que conheceu, pelos anos 50, as orquestras “talvez como remanescentes das filarmônicas”, fazendo os famosos carnavais de Mundo Novo. “Tínhamos belíssimos carros alegóricos nos desfiles dos Clubes Lyra Mundonovense e Aliança”, relembra saudoso.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Havia matinês (bailes matutinos), matinal (vespertinos) e os noturnos, nos salões, durante a década de 70 até inicio dos anos 80. “Nas ruas, os blocos de homens travestidos, foliões de mortalhas e as caretas. O Trio Elétrico tocava na praça até ás 22h”, descreve o ex-presidente da Lyra, Clevérson Nogueira Barbosa. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Nesse período administrativo, a Lyra lançou o Trio Lyra, que tocava entre músicas do estilo, uma marchinha composta pelo poeta Eulálio Mota e musicada por Almiro Oliveira. Com a experiência de quem presidiu a Lyra de 1970 a 1982, Nogueira diz que aos poucos os jovens foram preferindo o carnaval de Salvador com os grandes Trios e suas   estrelas. “A competição era forte para nós”, analisa. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Declínio do Carnaval</strong></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
A decadência se acentua a partir de 1983. Além do êxodo dos jovens, as dificuldades político-financeiras começaram a minar os carnavais da cidade. Para salvar a festa, Raimundo Costa, quando assumiu seu primeiro governo (1983), instituiu uma M<em>icareta,</em>mais popular, que se realizava no Mercado Municipal. Após quatro anos, essa tentativa também fracassou. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Os filhos naturais ou adotivos e visitantes de Mundo Novo, que tiveram o privilégio de participar daquela riqueza cultural, sentem saudades, mas conformam-se, pelo menos, por ter vivido um autêntico carnaval. Sorte igual, segundo eles, não teve as novas gerações de participar de uma festa sem violência e com características próprias: a irreverência, alegria e beleza cênica.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Hoje, tudo é diferente. A população da cidade aproveita os feriados do Carnaval para descansar em suas fazendas ou ir a outros lugares. Os mais jovens preferem participar da festa em Salvador ou viajar para as praias. Alguns filhos da terra visitam suas famílias. Outros ainda permanecem na cidade como se nada de especial estivesse acontecendo; não vivem o carnaval: porque não gostam, não podem ou não querem.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Independente de outras festas que possam ocorrer, o povo reconhece o impacto negativo sobre a vida social e econômica da cidade com o fim das festas carnavalescas.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif"><img class="size-full wp-image-70 alignleft" title="Imagem-Orkut-2" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif" alt="" width="123" height="126" /></a><em>Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social &#8211; Jornalismo. Atualmente é mestranda em </em></span><em> </em><em>Comunicação e Política &#8211; UFBA.</em></p>
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		<title>Filarmônicas de Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Filarmônicas de Mundo Novo: Do passado ao presente Por Neuma Dantas As filarmônicas mundonovenses, surgidas no final do século XIX, representavam os dois clubes sociais da elite ligados a partidos políticos. A primeira, conhecida como a Sociedade Philarmônica Lyra Mundonovense, segundo Dante Lima, foi fundada pelo poeta José Alves Barreto, em 12 de outubro de 1896, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Filarmônicas de Mundo Novo: Do passado ao presente</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Por Neuma Dantas</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">As filarmônicas mundonovenses, surgidas no final do século XIX, representavam os dois clubes sociais da elite ligados a partidos políticos.<br />
</span><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
A primeira, conhecida como a <strong><em>Sociedade Philarmônica Lyra Mundonovense</em></strong><em>,</em> segundo Dante Lima, foi fundada pelo poeta José Alves Barreto, em 12 de outubro de 1896, sendo instalada na cidade em 15 de novembro do mesmo ano. O maestro Almiro Adeodato de Oliveira, filho adotivo de Mundo Novo e tio do querido amigo Valtemar, junto aos irmãos músicos Armindo e Atília, fizeram parte da criação da Philarmônica. Seu primeiro presidente foi Joaquim de Souza Pinto.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
A Sociedade Philarmônica Lyra pertencia ao clube do mesmo nome. Sua fama consolidou-se graças ao desempenho dos músicos, todos considerados da melhor qualidade, fato que levou o nome da Sociedade e as festas de Mundo Novo a ultrapassarem a região. Foi considerada por músicos experientes da época, como melhor que a de Feira de Santana.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
De acordo com Dante, a Lyra cresceu demais e implodiu. Um desentendimento na família Lima, entre os irmãos Juvêncio e Elias provocou um racha na direção da Lyra e, conseqüentemente, na Sociedade. Adelino, Sinfrônio e Elias (avô e tios-avôs de Diná, Valdir, Valmir, Nailde, Gorete, Mônica, Nelma, Jeová Lima etc) romperam com Juvêncio, presidente do clube, e junto a outros músicos formaram um grupo dissidente, o qual foi acolhido pela filarmônica rival, a Euterpe. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Sociedade Euterpe</strong></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
A formação da <strong><em>Sociedade Philarmônica Euterpe</em> <em>de Mundo Novo</em></strong> deve ter ocorrido assim que o clube foi criado. Dante Lima não encontrou nas suas pesquisas a data exata de sua fundação. Sabe-se que a Sociedade adquiriu, em junho de 1904, o prédio que seria a sede do clube; também por certidão do Cartório de Registro de Imóveis, passa a ter nº 14, quando “foi averbada a construção de pavimento superior” (LIMA,2006).</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Os profissionais que romperam com a Lyra reforçaram o time da Euterpe, tornando-a equiparada, em qualidade, à primeira. A competição entre as duas filarmônicas gerou o fenômeno das grandes festas e do <em>carnaval que se tornou imortal,</em> segundo a letra do<em>Recordando Mundo Novo</em>, de autoria de Almiro Oliveira, considerado o Hino à cidade.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Para o professor Vanderlan Sampaio, as filarmônicas atuaram até a década de 1940. De sua concepção inicial, surgiram as orquestras que continuaram fazendo os bailes dançantes e as festas carnavalescas. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
O pai do pesquisador Dante, o prefeito de Mundo Novo entre 1945 a 1947, Antonio Ângelo de Lima, também fundou por volta de 1945/46 a Philarmônica 18 de setembro, que ficou conhecida como <em>A Furiosa</em> . Mas infelizmente,  segundo o filho, não teve vida longa.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Reconquista da Filarmônica<br />
</strong></span><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
As Sociedades musicais foram se transformando em menores núcleos de orquestras, as quais duraram ainda algum tempo fazendo as festas até a década de 1950. Daí passaram a conjuntos, com representantes talentosos, muitos ainda atuando em festas de amigos. Bom mesmo é que a semente da boa música continua nos descendentes e amantes da alegria. É só revitalizá-la. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Os filhos de Mundo Novo buscam portanto, revigorar as sociedades filarmônicas. Para isso, precisamos cumprir uma condição <em>sine qua non</em>: abrir uma escola de música. Para preencher o item primordial, dependemos da contratação de um professor e de um espaço para funcionamento cedido pela Prefeitura Municipal. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Cumprido o primeiro passo, poderemos apresentar à Secretaria Estadual de Cultura, através do programa de renúncia fiscal, <em>Faz Cultura</em>, um projeto para organizar a filarmônica tão sonhada. Não para satisfazer aos “saudosistas”, mas para munir a terra natal de cultura, entretenimento e espírito de cidadania. Principalmente entre os mais jovens. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="Imagem-Orkut-2" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif" alt="" width="123" height="126" /></a><em>Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social &#8211; Jornalismo. Atualmente é mestranda em </em></span><em> </em><em>Comunicação e Política &#8211; UFBA.</em></p>
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		<title>Clubes mundonovenses</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Clubes Mundonovenses: Templos festivos de outrora Por Neuma Dantas Para falar das filarmônicas e dos carnavais antigos de Mundo Novo, faz-se necessário falar dos clubes que abrilhantaram as festas da cidade. Naqueles tempos de bailes, onde a população se reunia em locais fechados, eles representaram e elevaram o nome da querida terra. A Sociedade Recreativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Clubes Mundonovenses: Templos festivos de outrora<br />
</strong></span><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Por Neuma Dantas</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Para falar das filarmônicas e dos carnavais antigos de Mundo Novo, faz-se necessário falar dos clubes que abrilhantaram as festas da cidade. Naqueles tempos de bailes, onde a população se reunia em locais fechados, eles representaram e elevaram o nome da querida terra.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">A Sociedade Recreativa Lyra Mundonovense, a Sociedade Euterpe, mais tarde Sociedade Aliança Clube Mundonovense e a Sociedade dos Artistas foram os clubes de mais destaques; cada um deles proporcionando entretenimento à população. Os dois primeiros eram considerados da elite e representavam também partidos políticos rivais; o Clube dos Artistas, mais contemporâneo, tinha como freqüentadores os operários e suas famílias. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong>Sociedade Recreativa Lyra Mundonovense </strong></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Fundada, conforme seu primeiro estatuto, em 12 de outubro de 1896 e inaugurada no dia 15 de novembro do mesmo ano (LIMA,2006). De acordo com Vanderlan Sampaio, sua primeira sede era na rua Dr. Manoel Vitorino, nº 6. Na década de 60, mudou-se para um prédio novo e mais amplo que ficava na rua Ruy Barbosa, nº 2, onde hoje funciona a Construjel. Nos anos 70 foi construída a sede atual com piscina, campo de futebol, áreas para jogos de salão enfim, um espaço bem maior. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
O clube vestia as cores vermelho e branco e simulava a corrente da UDN, mais tarde ARENA, cujos freqüentadores eram apelidados, politicamente, de <em>Pés-de-cabra</em>, conforme dados do livro <em>Mundo Novo &#8211; Nossa terra, nossa gente, </em>de autoria do mundonovense Dante Lima<em>.</em></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
Sociedade Euterpe Mundonovense</strong>, teria sido fundada mais ou menos em junho de 1904, segundo Lima, quando foi comprado o prédio na Pça.Senador Cohim para sua instalação. Clube mais modesto que a Lyra, suas cores eram verde e amarelo e representava a oposição política, o PSD mais tarde MDB, liderada pela família Vitória.  Eram conhecidos como “paraguaios”, conforme Lima.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Com o acolhimento de parte dos músicos “revoltosos” (LIMA, 2006) da Sociedade Philarmônica Lyra Mundonovense, quando ocorreu o rompimento dos irmãos Lima, a Euterpe ganhou mais poder, equiparando-se ao clube maior. O povo é que ganhou com essa competição com fins de sempre fazer o melhor.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
O <em>Jornal Mundo Novo</em>, segundo as pesquisas de Lima, já divulgava em 17 de março de 1933 a organização da <strong>Sociedade Aliança Club Mundonovense</strong>, que passaria a funcionar no prédio da Euterpe, “ora extinta”. O Clube da Aliança funciona até hoje na mesma sede localizada na Praça Senador Cohim, no prédio da loja de Tatu Vitória.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Naqueles anos, a divisão sócio-política da cidade de Mundo Novo era forte e grave. A escolha do clube estava atrelada a uma opção política. A família tinha um peso considerável na sociedade assim, a célula máter se representava de forma homogênea na opção pelo clube, pelo partido político e seus ideais. Ser simpático a alguém ou freqüentar  a outra agremiação, conforme os conterrâneos, significava uma infidelidade partidária.</span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><strong><br />
A Sociedade dos Artistas </strong></span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
O clube funcionou desde seu nascimento na rua Manoel Vitorino, nº 5, em frente à Lyra, até seu fechamento em 1980. “Seu prédio mal conservado foi demolido para construção de nova sede, no mesmo local, ampliada graças à aquisição de uma posse vizinha”, relata Vanderlan, informando que esse sonho porém, não foi realizado. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
De acordo com o professor, entre 1987/88 o clube recebeu uma verba do então governador Waldir Pires, através da Secretaria do Trabalho, dirigida na ocasião pelo mundonovense Antonio Carlos Barreto. “Foram erguidos alguns pilares do novo projeto, mas não foi adiante e a área ficou abandonada, apesar dos membros sócios tentarem erguê-la até o ano 2000, com a última diretoria eleita”, detalha. </span><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
Recentemente em 2006, o professor Vanderlan Sampaio Araújo, criou o projeto “Centro de Cultura Mundonovense”, visando acolher no local, artistas e artesãos da cidade, distritos, vilas e povoados de Mundo Novo. A pedido do professor, os antigos sócios do Clube doaram o terreno à Prefeitura, por unanimidade, para a finalidade exclusiva de formar o Mercado de Artesanato.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><em><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="Imagem-Orkut-2" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif" alt="" width="123" height="126" /></a>Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social &#8211; Jornalismo. Atualmente é mestranda em </em></span><em> </em><em>Comunicação e Política &#8211; UFBA.</em></p>
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