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	<title>Mundo Novo - Bahia &#187; Música</title>
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	<description>Mundo Novo - Bahia</description>
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		<title>Samba de Chula: Um Diferencial Artístico em Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 20:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Os expoentes de sambas populares cantam aos quatro cantos do município de Mundo Novo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Neuma Dantas:</p>
<p style="text-align: justify;">Os expoentes de sambas populares cantam aos quatro cantos do município de Mundo Novo, primeiro porque gostam, depois, batucam e sambam incentivando a juventude a manter a tradição da Chula, do Terno de Reis, do Samba de Roda e das cantorias religiosas em louvor aos santos. Tentam conservar um forte traço da cultura mundo-novense, mas mesmo com a riqueza criativa de seu canto, infelizmente, o desinteresse domina a cena popular.<br />
No inicio, eram dois grupos de samba: o de Mineiro e o de Modesto do Cobé. O primeiro, batizado como Aureliano Miranda, hoje aos 75 anos e morador do Sapé, tem boas lembranças do tempo que sambava com os inúmeros companheiros, a maioria hoje “estudando geologia nos campos santos”, como diria nosso mestre Machado de Assis. Mineiro começou cantando para São Cosme e São Damião no toque do pandeiro. Também participava do Reis de Janeiro ou Terno de Reis, “abra a porta senhor que o Santo Reis chegou”.  O cantador recorda que “Seu Satilo” comandava as apresentações do bumba-meu-boi e da poldinha, “ele mesmo preparava as roupas, os bichos, e saia sambando pela cidade”, relata o festejo que era acompanhado da sanfona e pandeiro.<br />
O outro grupo nasceu no Cobé, distrito de Mundo Novo. De acordo com Bel, como é conhecido Geraldo da Silva Santos, 73 anos, os sambadores de roda, no tempo de sua infância, eram Cipriano e Virgílio. Depois veio seu pai, Modesto, a mãe tocava a viola e os irmãos acompanhavam o Reis e o samba de chula. Aliás, como fazem até hoje.<br />
Para Bel, os sambas populares, a chula, o samba de roda, têm importância na medida em que são a tradição, a raiz musical do nosso povo. Infelizmente, segundo o artista, não há interesse da juventude pela arte. “Vai parar. Estou numa idade avançada e não vejo quem vai segurar a peteca”, lastima Bel que é compositor e repentista. Já compôs mais de 200 músicas, gravou 3 CD’s e 01 DVD com Zé Beté e Silvano, seus companheiros atuais.<br />
José Ramos da Costa é o Zé Beté, 53 anos, discípulo de Bel que o acompanha nas apresentações em Mundo Novo, nas cidades vizinhas, em Salvador, seja em programas de rádio ou nos palcos para as platéias que apreciam os cantadores. Zé Beté também sente o desinteresse dos jovens em continuar com a tradição popular, porém é mais otimista, afirmando que “o samba não pode parar”.<br />
Tanto Bel como Zé Beté concordam que o maior compositor de chula da região é o companheiro Silvano Pereira, 53 anos. O trio participa de encontros do gênero no estado da Bahia; a dupla Zé Beté e Silvano, considerada a nova geração, já gravou 14 discos e compuseram mais de 500 músicas.<br />
Entre os sambadores do passado estão Jorge e Dé Pedreira, bons no passo. Atualmente em Mundo Novo, contamos com Bel e seus talentosos seguidores Silvano e Zé Beté que têm o samba como sua “cachaça”. Sentem-se imensamente satisfeitos em tocar, cantar e dançar, mas “queremos mais gente para não deixar o samba de Mundo Novo morrer”, convidam. Você gosta de sambar? Então, aproxime-se, eles precisam de mais companheiros para responder o canto. Seja bem vindo!</p>
<p style="text-align: justify;">Quem quiser adquirir CD dos sambistas de chula de Mundo Novo pode ligar para (74) 9914-0500 (Bel).</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais sobre músicas de tradição oral no Brasil:</p>
<p style="text-align: justify;">Terno de Reis – “O grupo sai de casa em casa anunciando o reisado. O dono deve abrir a porta qualquer que seja a hora. Os cantadores tocam o batuque e cantam, louvando o dono da casa antes de ir embora. As músicas são cantadas por duas ou três duplas”(Bel e Zé Beté).</p>
<p style="text-align: justify;">Samba de Chula – “É o quebra-cabeça. Vai juntando a letra e depois arruma a melodia e os versos. As estrofes são de quatro a cinco versos. Pode-se também improvisar a chula como repente. Acompanham o cavaquinho, pandeiro, prato, cuia, palmas e o piega (repisado). Os temas passam pelos grandes feitos e seus heróis, fatos políticos nacionais e internacionais, as mulheres, acontecimentos da comunidade etc” (Bel e Zé Beté).</p>
<p style="text-align: justify;">Chula é uma dança e gênero musical de tradição oral. O ritmo é parte da cultura afro-brasileira, introduzido no Brasil por africanos Bantos no século XVI. Nas festas populares a dança é bastante apreciada, seus passos são curtos e movimentos cíclicos. É uma vertente do samba de roda: da língua kibundo (Angola) veio do termo &#8220;semba&#8221; declinando para samba.<br />
Fonte:<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chula">http://pt.wikipedia.org/wiki/Chula</a></p>
<p style="text-align: justify;">A chula cantada é praticada mais no Nordeste, acompanhada de violão, nada tendo dos movimentos da sua irmã do Sul.  A forma cantada vem dos grupos de cantadores de Natal e principalmente da folia de Reis. O samba de chula samba de chula é também conhecido como samba de viola.<br />
Fonte:<a href="http://www.abrasoffa.org.br/folclore/danfesfol/chula.htm">http://www.abrasoffa.org.br/folclore/danfesfol/chula.htm</a></p>
<p style="text-align: justify;">Reisado são grupos devidamente paramentados com muitos enfeites, roupas coloridas, fitas, chapelões e coroas ornadas com espelhinhos, para refletirem, dizem, possíveis maus-olhados. Eles percorrem as ruas e propriedades rurais, da época natalina até o dia de Reis, pedindo prendas e doações, louvando os proprietários das casas, para quem dançam e cantam, representando, às vezes, pequenos autos relativos aos Reis Magos.<br />
O reisado é composto de músicos tocando sanfonas, harmônicas ou consertinas (foles), pandeiros, zabumbas ou outros instrumentos de percussão, e de dançarinos que executam uma coreografia cheia de saltos, negaças e paradas.<br />
O reisado foi introduzido no Brasil via Portugal, onde a tradição ainda é conservada nas pequenas aldeia.<br />
Fonte:<a href="http://www.abrasoffa.org.br/folclore/danfesfol/reisado.htm">http://www.abrasoffa.org.br/folclore/danfesfol/reisado.htm</a></p>
<p style="text-align: justify;">Samba de roda é uma variante musical mais primitiva do samba, originário do estado brasileiro da Bahia, provavelmente no século XIX. É um estilo musical tradicional afro-brasileiro, associado a uma dança que por sua vez está associada à capoeira. É tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado por canto e palmas. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba_de_roda">http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba_de_roda</a></p>
<p style="text-align: justify;">O samba do roda do Recôncavo baiano foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2004 e proclamado Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2005. <a href="http://www.pixelindoor.com.br/sambaderoda/">www.pixelindoor.com.br/sambaderoda/</a>- 4k</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação está dividida em dois grupos característicos: o samba chula e samba corrido. No primeiro, os participantes não sambam enquanto os cantores gritam a chula – uma forma de poesia. A dança só tem início após a declamação, quando uma pessoa por vez samba no meio da roda ao som dos instrumentos e de palmas. Já no samba corrido, todos sambam enquanto dois solistas e o coral se alternam no canto.<br />
O samba de roda está ligado ao culto aos orixás e caboclos, à capoeira e à comida de azeite. A cultura portuguesa está presente na manifestação cultural por meio da viola, do pandeiro e da língua utilizada nas canções.<br />
<a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1202/samba-de-roda-reconcavo-bahiano">http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1202/samba-de-roda-reconcavo-bahiano</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="Neuma Dantas" src="http://www.mundonovoba.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Imagem-Orkut-2.gif" alt="" width="123" height="126" /></a>Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social – Jornalismo. Atualmente é mestranda em Comunicação e Política – UFBA.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Chula</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 22:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A chula do estilo vem seguida do batuque, composição freqüentemente iniciada de forma lenta, que vai tornando-se mais rápida até atingir o andamento acelerado ideal, bem mais rápido que a chula. Nesse momento, surge a estrofe, que é feita sem acompanhamento de ritmo ou de harmonia, ao estilo dos repentistas e cantadores de coco, quando são apresentados versos de relativa complexidade, reassumindo o ritmo em toda a plenitude ao se reexpor o refrão.</p>
<p>Geraldo da Silva Santos, conhecido em toda a Chapada Diamantina como Béu do Cobé ou Béu de Modesto, é um notável cantador de chulas, herdeiro e líder de uma antiga tradição familiar. Os integrantes do seu grupo são todos parentes, gente ligada ao trabalho com a terra e seus produtos, e exibem na aparência física uma intacta ascendência portuguesa.</p>
<p><strong> Pra mim, mamãe era santa (Béu de Modesto)</strong></p>
<p><strong> </strong>Pra mim mamãe era santa<br />
<strong> </strong>Que me zelava demais<br />
<strong> </strong>Papai às vez me batia<br />
<strong> </strong>Chega ficava uns sinais<br />
<strong> </strong>Mamãe dizia meu filho<br />
<strong> </strong>Em lugar ruim não se vai<br />
<strong> </strong>Eu te falo com franqueza<br />
<strong> </strong>Eu tenho a maior certeza<br />
<strong> </strong>Tu vai sê um bom rapaz<br />
<strong> </strong>Mamãe saia pra roça<br />
<strong> </strong>Quando chegava cansada<br />
<strong> </strong>Começava nova lida<br />
<strong> </strong>Por que não tinha empregada<br />
<strong> </strong>Nóis era catorze filho<br />
<strong> </strong>Era uma turma danada<br />
<strong> </strong>De mamãe eu tinha dó<br />
<strong> </strong>Tinha que botá no sol<br />
<strong> </strong>Treze coberta molhada<br />
<strong> </strong>Tem muitos filho no mundo<br />
<strong> </strong>Qui não sabe compreendê<br />
<strong> </strong>Não respeita pai e mãe<br />
<strong> </strong>A razão do seu vivê<br />
<strong> </strong>Quantas vez a sua mãe<br />
<strong> </strong>Vai trabalhá sem pudê<br />
<strong> </strong>É isso que me consome<br />
<strong> </strong>Às vezes passano fome<br />
<strong> </strong>Pra lhe dá o qui cumê<br />
<strong> </strong>Amô de mãe não se compra<br />
<strong> </strong>Ele vem lá do além<br />
<strong> </strong>Mamãe é coisa finíssima<br />
<strong> </strong>Quando tu chama ela vem<br />
<strong> </strong>Ainda estando ocupada<br />
<strong> </strong>Não despreza o fi que tem<br />
<strong> </strong>Eu quero te avisar<br />
<strong> </strong>Que você só vai chorá<br />
<strong> </strong>Quando tu fô mãe também</p>
<p>Fonte:<a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.irdeb.ba.gov.br/Cddocum6.htm" target="_blank">http://www.irdeb.ba.gov.br/Cddocum6.htm</a></p>
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