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"...uma poesia nas quebradas do sertão..."
(Wilson Aragão)

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Clubes mundonovenses



Clubes Mundonovenses: Templos festivos de outrora

Por Neuma Dantas


Para falar das filarmônicas e dos carnavais antigos de Mundo Novo, faz-se necessário falar dos clubes que abrilhantaram as festas da cidade. Naqueles tempos de bailes, onde a população se reunia em locais fechados, eles representaram e elevaram o nome da querida terra.

A Sociedade Recreativa Lyra Mundonovense, a Sociedade Euterpe, mais tarde Sociedade Aliança Clube Mundonovense e a Sociedade dos Artistas foram os clubes de mais destaques; cada um deles proporcionando entretenimento à população. Os dois primeiros eram considerados da elite e representavam também partidos políticos rivais; o Clube dos Artistas, mais contemporâneo, tinha como freqüentadores os operários e suas famílias.

Sociedade Recreativa Lyra Mundonovense

Fundada, conforme seu primeiro estatuto, em 12 de outubro de 1896 e inaugurada no dia 15 de novembro do mesmo ano (LIMA,2006). De acordo com Vanderlan Sampaio, sua primeira sede era na rua Dr. Manoel Vitorino, nº 6. Na década de 60, mudou-se para um prédio novo e mais amplo que ficava na rua Ruy Barbosa, nº 2, onde hoje funciona a Construjel. Nos anos 70 foi construída a sede atual com piscina, campo de futebol, áreas para jogos de salão enfim, um espaço bem maior.


O clube vestia as cores vermelho e branco e simulava a corrente da UDN, mais tarde ARENA, cujos freqüentadores eram apelidados, politicamente, de Pés-de-cabra, conforme dados do livro Mundo Novo – Nossa terra, nossa gente, de autoria do mundonovense Dante Lima.


Sociedade Euterpe Mundonovense
, teria sido fundada mais ou menos em junho de 1904, segundo Lima, quando foi comprado o prédio na Pça.Senador Cohim para sua instalação. Clube mais modesto que a Lyra, suas cores eram verde e amarelo e representava a oposição política, o PSD mais tarde MDB, liderada pela família Vitória.  Eram conhecidos como “paraguaios”, conforme Lima.


Com o acolhimento de parte dos músicos “revoltosos” (LIMA, 2006) da Sociedade Philarmônica Lyra Mundonovense, quando ocorreu o rompimento dos irmãos Lima, a Euterpe ganhou mais poder, equiparando-se ao clube maior. O povo é que ganhou com essa competição com fins de sempre fazer o melhor.


Jornal Mundo Novo, segundo as pesquisas de Lima, já divulgava em 17 de março de 1933 a organização da Sociedade Aliança Club Mundonovense, que passaria a funcionar no prédio da Euterpe, “ora extinta”. O Clube da Aliança funciona até hoje na mesma sede localizada na Praça Senador Cohim, no prédio da loja de Tatu Vitória.


Naqueles anos, a divisão sócio-política da cidade de Mundo Novo era forte e grave. A escolha do clube estava atrelada a uma opção política. A família tinha um peso considerável na sociedade assim, a célula máter se representava de forma homogênea na opção pelo clube, pelo partido político e seus ideais. Ser simpático a alguém ou freqüentar  a outra agremiação, conforme os conterrâneos, significava uma infidelidade partidária.


A Sociedade dos Artistas


O clube funcionou desde seu nascimento na rua Manoel Vitorino, nº 5, em frente à Lyra, até seu fechamento em 1980. “Seu prédio mal conservado foi demolido para construção de nova sede, no mesmo local, ampliada graças à aquisição de uma posse vizinha”, relata Vanderlan, informando que esse sonho porém, não foi realizado.


De acordo com o professor, entre 1987/88 o clube recebeu uma verba do então governador Waldir Pires, através da Secretaria do Trabalho, dirigida na ocasião pelo mundonovense Antonio Carlos Barreto. “Foram erguidos alguns pilares do novo projeto, mas não foi adiante e a área ficou abandonada, apesar dos membros sócios tentarem erguê-la até o ano 2000, com a última diretoria eleita”, detalha.


Recentemente em 2006, o professor Vanderlan Sampaio Araújo, criou o projeto “Centro de Cultura Mundonovense”, visando acolher no local, artistas e artesãos da cidade, distritos, vilas e povoados de Mundo Novo. A pedido do professor, os antigos sócios do Clube doaram o terreno à Prefeitura, por unanimidade, para a finalidade exclusiva de formar o Mercado de Artesanato.

Neuma Dantas é formada em Letras e Comunicação Social – Jornalismo. Atualmente é mestranda em Comunicação e Política – UFBA.



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